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  • Faro - uma cidade a visitar no Algarve

    9, Jan 2015 in Algarve




    A capital administrativa do Algarve
    é, desde a abertura do seu aeroporto internacional, em 1965, a distribuidora oficial do tráfego turístico para toda a região.

    A cidade desenvolve-se à beira da Ria Formosa, tendo uma bonita zona ribeirinha junto à doca de recreio e ao Jardim Manuel Bivar.

    A parte histórica está bem preservada dentro das muralhas romanas, a chamada Vila-Adentro, misto de bairro popular e zona de animação noturna, pontuado por monumentos, museus e belos edifícios antigos.


    Não obstante, a grande zona de divertimento fora de horas é a da Rua do Prior e do Largo da Madalena, junto ao Jardim Manuel Bivar e à antiga alfândega. Escusado será dizer que a presença da Universidade e de milhares de estudantes nacionais e estrangeiros dá um colorido especial à cidade. Bons restaurantes não faltam, sobretudo na zona histórica, nem esplanadas, algumas das quais viradas para a Ria Formosa ou para a doca de recreio.

    Uma palavra especial para o eixo pedonal da Rua de Santo António, à volta da qual se desenvolve um comércio misturando lojas de marca e estabelecimentos tradicionais. As marcas dos tempos modernos estão bem presentes nos grandes espaços comerciais, mas também no Estádio do Algarve, construído de raiz para o Euro 2004 e cenário de grandes eventos.



    A Ria Formosa é um grande espaço natural que pode também ser visitado em passeios de barco com partida da Marina de Faro.

  • O Golfinho-Roaz

    19, Jul 2014 in Observação de Golfinhos

    O Golfinho-Roaz (Tursiops truncatus) é uma das espécies de cetáceos que observamos nos nossos passeios de Observação da Vida Marinha.



    Esta espécie varia bastante no tamanho, forma e cor de acordo com a região geográfica em que habita. Pode ter entre 2 a 4m de comprimento e pesar entre 150 a 600kg. Têm uma longevidade de 30 a 40 anos.

    Geralmente tem o focinho bem definido e barbatanas pontiagudas. Estes animais possuem normalmente o dorso cinzento-escuro, exibindo uma gradação até ao ventre, sendo este mais claro. As fêmeas são um pouco mais pequenas que os machos e os juvenis são normalmente mais claros e podem apresentar um tom levemente azulado.




    Os golfinhos-roazes são maioritariamente costeiros, sendo frequentemente avistados em estuários. Este cetáceo ocupa águas temperadas e tropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. É tanto avistado em Portugal Continental (ao longo de todo o litoral), como nos Açores e na Madeira.



    É um predador eficaz, fazendo uso da ecolocalização para de determinar a posição das suas presas, tais como peixes, cefalópodes e crustáceos. Apesar de possuir estratégias de caça alternadas e complicadas, consegue através desta técnica capturar presas mesmo a grandes distâncias.

    O acasalamento desta espécie dá-se ao longo de todo o ano, embora exista um pico entre abril e setembro. Cada fêmea tem apenas uma cria, a cada 2 ou 3 anos. No tempo do nascimento, as fêmeas protegem-se umas às outras para evitar ataques de tubarões que possam ser atraídos pelo sangue. Em algumas ocasiões, essas fêmeas ajudam a cria a nascer, puxando-a pela cauda e empurrando-a para a superfície para respirar.



    Os Golfinhos Roazes vivem geralmente em grupos compostos por fêmeas e juvenis, enquanto os machos formam alianças, e podem ser encontrados com outras espécies de golfinhos. Este é um animal que mostra alguma curiosidade quando se encontra com seres humanos e, por vezes, pode ser encontrado a brincar com os nossos barcos nos Passeios de Observação de Vida Marinha, lado a lado com golfinhos comuns nadando na proa do barco.

  • O Golfinho-comum

    13, Jul 2014 in Observação de Golfinhos



    O Golfinho-Comum (Delphinus delphis) é uma das espécies de cetáceos que observamos com maior frequência nos nossos passeios de observação da vida marinha.

    Esta espécie tem um comprimento que varia entre 1,6 a 2,4 m e pode atingir entre 100 a 200kg de peso, sendo que as fêmeas são ligeiramente mais pequenas que os machos.

    O golfinho-comum alimenta-se de uma grande variedade de peixes tais como sardinhas, chicharros, pescadas ou anchovas e também de cefalópodes como polvos, lulas e chocos.

    É comum nas águas tropicais e temperadas de todo o mundo e em Portugal, está presente tanto no Continente, como na Madeira e nos Açores.



    Reproduz-se durante todo o ano, mas com maior frequência na primavera e no verão. Acasalam com diferença pouco mais de um ano e têm uma longevidade (i.e. tempo de vida) de cerca de 50 anos, tanto os machos como as fêmeas.

    São animais gregários, formando grupos de dúzias e até mesmo de milhares de indivíduos, sendo que estes grupos se dividem em função do género ou da maturidade sexual. Sendo que por vezes podem ser avistados juntamente com outras espécies de golfinhos como, por exemplo, o golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba) e o golfinho-roaz (Tursiops truncatus).



    São muito ativos e acrobáticos realizando saltos aéreos enquanto se deslocam. São muito velozes deslocando-se até uma velocidade por volta das 29 milhas/hora em perseguição de presas ou em deslocação entre zonas de alimentação.

    Nos nossos passeios de observação de golfinhos são muitas vezes observados a interagir com a embarcação nadando à sua proa.


     

  • As Chilretas já chegaram à Ria Formosa

    5, Jun 2014 in Observaçao de Aves



    Sternula albifrons
    (Pallas, 1764) é a andorinha-do-mar mais pequena da Europa, daí o seu nome Andorinha-do mar-anã.

    A Andorinha-do-mar-anã, também conhecida como Chilreta, é facilmente identificada pelo seu pequeno porte: comprimento 21-25 cm e envergadura 41-47 cm. Este pequeno migrador tem cerca de metade da dimensão do Garajau Comum. Os juvenis possuem bico negro com base amarela e os adultos, no Verão, possuem fronte branca e louros pretos, bico amarelo com ponta preta, patas amarelas e primárias externas negras.

    A Andorinha-do-mar-anã, também conhecida como Chilreta, tem o seu maior núcleo reprodutor na Ria Formosa. Esta espécie, classificada como espécie vulneravel a nível nacional, é um visitante estival e migrador de passagem que inverna em África. Na Ria Formosa, entre os anos de 2000 e 2002, foram identificados 440 casais reprodutores. A população nidificante encontra-se relativamente estável desde os anos 70, no entanto existe registo de uma diminuição do seu território de nidificação, especialmente no que diz respeito às ilhas-barreira, que têm sofrido um recuo de 1,7m/ano, pelo que as áreas de nidificação desta espécie têm vindo a deslocar de praias e zonas dunares para salinas.

    A Andorinha-do-mar-anã chega ao Parque Natural da Ria Formosa em meados de Abril e começa a nidificar em meados de Maio. Nidifica em colónias, geralmente em grupos de 2 a 50 casais, em praias arenosas e isoladas de ilhas-barreira, entre a vegetação e acima da linha de maré alta e, menos frequentemente em salinas. Os seus ninhos, fragéis e desprotegidos, são covas superficiais no solo, auxiliados por pedaços de vegetação disponível, pequenas pedras e conchas. Como parte do ritual de acasalamento, os machos oferecem peixe às fêmeas.

    Nesta espécie, essencialmente monogâmica, ambos os progenitores trabalham na escolha do local de nidificação e ambos incubam e cuidam das crias. Em meados de Maio realiza-se a primeira postura composta normalmente de 1 a 3 ovos. Após o periodo de incubação, as crias com 4 a 5 dias de idade começam a deixar o ninho procurando refúgio em zonas de vegetação. Ao final de 20 dias as crias estão aptas para voar e no final do Verão fazem a sua primeira migração, juntamente com os seus progenitores, para África. Os progenitores encarregam-se da alimentação das crias durante 2 a 3 meses após os primeiros voos.

    Alimentam-se sobretudo de peixes pequenos e crustáceos, mas também de insectos, moluscos e anelídeos. Voam sobre as águas na procura de pequenos peixes e quando encontram, param de súbito, batem as asas vigorosamente e fazem mergulhos rápidos e repetidos.

    Durante a Primavera e o Verão são uma das espécies de aves mais frequentemente avistadas na Ria Formosa, pelo que se as quiser observar de perto convidamos a realizar um dos nos nossos passeios de barco com partidas de Faro ou de Tavira.