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blog category: Ria Formosa

  • Saveiros: barcos tradicionais de pesca no Algarve

    29, May 2014 in Ria Formosa

    Saveiro é o termo utilizado para designar diferentes tipos de embarcações construidas exclusivamente em madeira.

    Nos saveiros mais antigos e originais, ainda se nota esta característica, sendo que até os pregos eram de madeira.

    Também conhecido entre os pescadores como lancha, o saveiro é uma pequena embarcação de boca aberta com cerca de 5-6 metros de comprimento, que juntamente com uma lancha de sacada, apanhavam cavala e carapau através da arte de sacada.


    Nesta arte, eram utilizadas redes de sacada (tipo de redes de cerco), com a finalidade de pescar chicharro ou carapau e cavala, através do engodo com pasta de sardinha e um foco de luz. As redes eram lançadas entre duas embarcações de pequeno porte, um saveiro e uma lancha de sacada, cada uma tripulada por 4 a 5 homens. Todo o processo era feito à vela.

    Os saveiros, geralmente envergava uma vela latina (triangular), mas alguns tinham uma vela de carangueja (quadrangular). A sua construção, primitiva e medieval, tinha como objectivo maximizar a aerodinamica, a navegabilidade e estabilidade, tirando o máximo partido da matéria prima utilizada, a madeira.

    As suas cores são características e folcolóricas, sendo as mais comuns o azul, o vermelho, o branco e o amarelo.

    Hoje em dia, ainda é orgulhoso o pescador que possui um saveiro, mas estes já não são utilizados para a pesca. Adaptados aos dias de hoje, com um motor fora bordo, estas embarcações são ainda utilizadas para colorir os canais da Ria Formosa e dar a conhecer os recantos deste Parque Natural.

    Com o início da nova época, a Formosamar, está a começar a reparação destes anciãos do mar, que por serem construidos em madeira carecem de reparação e pintura frequentes.

    O primeiro estágio é a secagem do casco, que demora cerca de dois dias.



    Segue-se a raspagem da pintura antiga...
























    ... e por fim a pintura nova e o anti vegetativo.

  • Passeio de Kayak na Ria Formosa, Algarve

    16, Sep 2013 in Ria Formosa
    A jornalista Sophie Law do Sunday Independent visitou o Algarve e decidiu fazer um passeio de Kayak na Ria Formosa para explorar este Parque Natural.



    Leia o seu artigo aqui »
  • Fauna e flora de uma salina na Ria Formosa

    26, Apr 2013 in Ria Formosa
    As Salinas da Necton


    As salinas tradicionais do Parque Natural da Ria Formosa sõa biótopos artificiais centenários. Localizados nas zonas de sapal médio a alto. São construidas e mantidas pelo Homem, que pratica aqui a ecónomia sustentável do sal marinho tradicional.
    Esta documentação apresenta as mais frequentes espécies de avifauna, da flora e dos micro-organismosque vivem em equilibrio ecológico neste singular habitat.

    A cor-de-rosa que a água dos tanques das salinas pode exibir, é devida à presença abundante de micro-algas designadas Dunaliella.
    Na água das salinas, a abundância de pequenos invertebrados como a Artemia Salina é um importante recurso alimentar para diversas espécies de aves. Também vários répteis e pequeno mamíferos utilizam as salinas como habitat.

    Artémia- Um elo vital no ecossistema das salinas. Brine Shrimp

    A espécie de macro-invertebrados que mais abunda nas salinas é a Artemia Salina – um pequeno crustáceo primitivo, que não evoluiu muito nos últimos 300 milhões de anos.
    A artémia tem uma notória facilidade de adaptação a alterações do ambiente aquático, vivendo em meios terrestres , como as salinas, aí podendo suportar temperaturas até 40ºC e uma salinalidade até 250 a 300 gramas por litro de água. De todos os macro-invertebradosdas salinas, é o de mais rápida multiplicação. Este mini-crustáceo tem a particularidade de manter o ciclo da vida directamente condicionado pela salinalidade: a velocidade e o modo da sua repodução são dirigidos pelo teor de sal. Assim, pode reproduzir-se por oviparidade: neste modo, a fêmea produz cistos (ovos de repouso que posteriormente dão origem a náuplios, formas de menores dimensões, mais simples e que evoluem no individuo adulto por metarmofose). Esta modalidade é praticada quando a Artemia salina se encontra em “stress ambiental” (salinidade muito alta, ou também, baixa salinidadem devido às chuvas do Inverno. A repodução por ovoviparidade , em que a Artemia Salina gere directamente náupilos, ocorre quando o meio ambiente está favorável. Uma fêmea pode então gerar até 50 náupilos por dia! A dieta deste ser consiste principalmente de micro-algas – por exemplo, da Dunaniella. Por sua vez, a Artemia Salina, ricem em proteínas, é base alimentar para numerosas aves que frequentam as salinas...


    O Ecossistema do Sal Tradicional
    O borrelho-pequeno é apenas uma das muitas espécies de aves que vivem nas salinas de Olhão, no meio do Parque Natural da Ria Formosa – coexistindo com os marnotos que aqui recolhem o sal marinho tradicional e a flor de sal de modo artesanal. Esta salinicultura tradicional concilia uma economia sistentável com a preservação do meio ambienta na qual se integra. A salinicultura da Ria Formosa fomenta a biodiversidade de um ecossistema particular, e a manutenção da flora não só protege os tanques das salinas, como favorece o desenvolvimento de vários animais que dela dependem. Conheça as mais frequentes espécies de avifauna, da flora e dos micro-organismos que vivem neste Habitat.

    Borrelho-pequeno-de-coleira-interrompida ( Charadrius alexandrinus) Kentish Plover
    O borrelho-pequeno é uma ave limicola que ocorre nas salinas. É estival e migrador de passagem. Durante a baixa-mar utiliza também as zonas entre-marés para se alimentar. Plumagem com dorso castanho e partes inferiores brancas, coleira e máscara negras. Bico pequeno, de cor preta; anel ocular amarelo forte. Come sobretudo insectos: escaravelhos, moscas, formigas, grilos e larvas de libélulas. Reprodução: Primavera e Verão. Comprimenta: 14-15 cm; envergadura: 42-48cm.

    Flamingo-comum (Phoenicopterus ruber) Flamingo
    Esta inconfundivel espécie utiliza, quase exclusivamente os tanques das salinas onde pode ser observada a alimentar-se ou a descançar. Durante o primeiro ano, os juvenis apresentam uma cor castanho-acizentado na cabeça, pescoço e escapulares; as partes inferiores ficam brancas. A sua cor típica – o belo cor-de-rosa da plumagemdo adulto – é devida à sua alimentação; o pigmento vem da Dunaliella, uma micro-alga comum nas salinas. Esta cor rosa vai ficando mais intensa ao longo dos anos. O flamingo é residente e invernante; embora não nidifique nos país. Alguns individuos – sobretudo imaturods – permanecem entre nós durante todo o ano. A alimentação variada do flamingo inclui molusculos, crustáceos, anelideos, insectos e suas larvas; consome também matéria vegetal : sementes, algas e diatomáceas. A reprodução dá-se na Primavera. Comprimento: 125 a 145 cm; envergadura: 145a 160 cm.

    Garça-branca ( Egretta Garzeta) Little Egret
    O Parque Natural da Ria Formosa tem uma colónia de nidificação com caracteristicas únicas no pais. Podem ser observadas ao longo de todo o ano e em toda a extensão de sapais e salinas: descansando ou procurando alimento. É uma ave invernate e nidificante regularmente abundante. Parte da população nidificante pode migrar e atingir a costa mediterrânea e o Norte de África. A plumagem é branca e as patas amarelo-verde contrastam com o negro das pernas. Durante a época reprodutiva apresenta penas longas na cabeça, peito e dorso e as patas podem apresentar uma cor avermelhada. Alimenta-se de insectos aquáticos, crustáceos e pequenos peixes. A reprodução ocorre na Primavera. Comprimento: 55 a 65 cm; envergadura: 88 a 95 cm.

    Garça-real ( Ardea Cinerea) Grey Heron
    Garça de grandes dimensões, com plumagem em vários tons de cizento, desde o branco ao negro. Pode ser observada em descanso nos muros das salinas ao longo de todo o dia. É uma espécie invernante e estival regular; pouco abundante. Nidifica principalmente no Alto Alentejo, e é mais abundante no Inverno, devendo a população nidificante ser residente ou migradora parcial. A população encontra-se em recuperação e expansão para o Sul. Durante a época reprodutiva, apresenta penas longas na cabeça e peito. Alimenta-se sobretudo de peixe, mas a dieta varia consoante o habitat e as épocas do ano. A reproduçâo ocorre na Primavera. Comprimento: 90 a 98 cm; envergadura: 150 a 175 cm.

    Pilrito-pequeno ( Calidris Minuta) Dumin
    O pilrito-pequeno é a menor ave limicola que ocorre na Peninsula Ibérica vive normalmente em salinas. Migrador de passagem e invernate, é mais abundante na migração outonal mas também ocorre no Inverno. A Ria Formosa alberga a maioria das aves invernantes do pais. No inverno, a plumagem tem as zonassuperiores cinzentas, com ou sem as ráquis negras aparentes. Na plumagem de nidificação, os cinzentos são substituidos por tons alaranjados. O pilrito alimenta-se sobretudo de pequenos invertebrados. A sua reprodução ocorre no Verão. Comprimento: 12 a 14 cm; envergadura: 28 a 31 cm.

    Perna-Longa (Himantopus Himantopus) Black-Winged Stilt
    Parece uma cegonha em miniatura: patas longas e vermelhas, bico fino e preto. Em vôo, as patas do perna-longa prolongam-se para além do corpo. É uma espécie tipica das salinas, zonas que utilizam quase em exclusividade quase todo o ano. Ave limicola regular e abundante, assim como nidificante regular e abundante. O perna-longa é uma ave carnivora, alimentando-se de grande variedade de invertebrados, sobretudo aquáticos. Comprimento: 35 a 40 cm; envergadura: 67 a 93 cm.

    Alfaiate (Recurvirostra Avosetta) Avolet
    O alfaiate mostra padrão branco e preto, bico longo e curvado para cima. Patas lingas, de tom escuro azulado. Ave limicola que ocorre como residente, migrador de passagem e também invernante; a pequena população portuguesa é possivelmente residente. Distribui-se essencialmente ao longo da faixa litoral. A população nidificante está confinada ao Sotavento algarvio, onde se cria exclusivamente em salinas. Come uma grande variedade de invertebrados, sobretudo aquáticos, nomeadamente insectos, crustáceos e vermes. A reprodução ocorre de Abril ao final de Junho. Comprimento: 35 a 40 cm; envergadura: 67 a 93 cm.

    Valverde-dos-sapais ( Suaeda Vera) Shrubby-Sea-Blite
    Arbusto comum em solos salgados, altura de 0,5 a 1 metro. Muito ramificado, ramos superiores cobertos de pequenas folhas lineares, cilindricas e carnudas, de cor verde-escuro. O caule é esbranquiçado, ou avermelhado. Floração: Primavera-Verão. Flores muito pequenas, de cor verde-amarelado e reunidas em grupos de 3 a 5.

    Dunaliella ( Dunaliella Salina)
    Falar de plantes, significa também falar de algas. Nas salinas vive uma alga, bem pequena de tamanho, mas grande de importância para o ecossistema que partilha com as outras espécies: a Dunaliella Salina. É uma micro-alga munida de dois flagelos, que lhe permitem movimentar-se na água, em direção à luz. Tem forma ovóide com 2,5 a 21 μ de largura e 5 a 29 μ de comprimento ( 1000 μ = 1mm). É uma micro-alga halófia – dado gostar de ambientes com elevado teor de sal. Assim, a salina é um ambiente ideal para o seu desenvolvimento. A cor avermelhada que a dunaliella confere por vezes à água das salinas é devida à produção e acumulação no seu organismo do pigmento beta-carotenol. Este pigmento, também designado por pró-vitamina A, é um poderoso antioxidante, que protege a micro-alga do efeito nefasto da radiação solar. A Dunaliella é o ponto de partida na cadeia alimentar do ecossistema das salinas, pois alimenta a Artemia Salina, o macro-invertebrado com maior produtividade na água dos tanques da salina. O mini-crustáceo Artemia salina é a base da cadeia alimentar de várias aves aquáticas, contribuindo para a diversidade da avifauna que frequenta a salina; o beta-caroneto contido na Dunaliella é o grande responsável pela cor rosa da plumagem dos flamingos.

    Sarcocórnia ( Sacocórnia sp.) Chicken Claws
    Pequeno arbusto lenhoso, com ramos gordos e suculentos, articulados, formados por segmentos de cor verde. As pequenas folhas parecem escamas, soldadas ao caule, unidas em volta deste. De Agosto a Setembro aparecem flores pouco visiveis, em grupos de três. Em que duas laterais ficam como soldadas á o meio, maior. Localizadas nas extremidades dos caulas, estas flores ficam vermelhas.

    Sapeira ( Limoniastrum Monopetalum)
    A sapeira é um arbusto com cerca de 1 metro de altura, bem ramificado e denso. As suas folhas são largas e encontram-se dispostas em torno do caule. Tem a sua floração na Primavera. As flores são de uma cor roxa intensa, apresentando uma coroa soldada em uma só pétala. O nome cientifico provém desta caracteristica: mono= um e petalum= pétala.

    Salicórnia ( Salicórnia sp.) Samphire
    A salicórnia cresce sobre os muros dos tanques da salina e tem uma estrutura semelhante à da Sarcocórnia, mas é formada por um ccaule e uma raiz principais, a partir dos quais saem ramos e rizomas. Forma colónias de plantas únicas e não arbustos ramificados. Floração de Verão-Outono. A salicórnia é comestivel, as suas extremidades tenras são gostosas e suculentas, com delicioso sabor salgado. Em paises como a França e Itália, é um manjar para gourmets; muito apreciada na confecção de produtos alimentares, ou preparada em vinagre, como salada... ou salteada com alho, com manteita, etc.
  • Está de férias no Algarve?

    26, Jun 2012 in Ria Formosa


    Tire pelo menos um dia e faça questão de visitar a Cidade de Faro e o Parque Natural da Ria Formosa.


    A Diane Dalgleish, a editora do Online Travel Journal, contactou-nos para saber porquê.

    Pode ler o artigo completo aqui.